O empenamento de um coletor de parede fina resulta de três entradas combinadas: contração de solidificação, restrição da flange e uma espessura de parede que varia ao longo da peça. A primeira fundição torna a combinação visível, normalmente como 0,3–1 mm de movimento na face da flange.
O movimento não é defeito do modelo nem da fundição isoladamente. É o resultado previsível de resfriar uma seção esbelta ao lado de uma pesada, e a forma de lidar é planejar em vez de discutir após a inspeção.
Começa na mudança de seção. A flange solidifica devagar e continua quente enquanto a parede de 1,0 mm ao lado já contraiu, então a flange segura a parede e a parede puxa a flange. O resultado é um arco em vez de contração uniforme.
O segundo contribuinte é a contração da liga. O aço inox está na faixa de 1,5–2,5 %, e um coletor de 300 mm acumula esse movimento ao longo do comprimento em vez de numa única seção.
O terceiro é o alimentação. Um único gate numa extremidade alimenta a peça de forma desigual, e a seção que enche por último também solidifica por último, o que adiciona um gradiente térmico ao gradiente de seção. Um layout simétrico de gates remove parte disso antes de o modelo ser impresso.
Nada disso é visível no CAD. Vive na combinação de geometria e processo, por isso a revisão de fundição tem de acontecer antes do primeiro modelo, não depois do primeiro artigo.
O critério de aceitação é definido pelo desenho, não pelo hábito da fundição. Uma flange que deve ficar plana a 0,05–0,10 mm após a usinagem precisa de sobremetal para ser cortada duas vezes: uma para o arco e outra para o acabamento. Esse é o sobremetal de 0,5–1,5 mm que o modelo tem de deixar.
Se o movimento fica dentro do sobremetal, a peça é recuperável por usinagem e novo datum. Se fica fora, a peça é sucata, e o modelo precisa ser corrigido antes da próxima fundição.
A medição pertence ao primeiro artigo. Um escaneamento CMM da face da flange e das pontas dos canais mostra em que direção o arco corre e quanto é sistemático; uma única leitura de paquímetro na flange não mostra.
Um segundo tratamento térmico pode mover a peça novamente. O alívio de tensões antes do acabamento é normal, mas o dispositivo e a temperatura precisam ser escolhidos para a parede, ou a segunda operação introduz um novo arco.
A primeira correção é a compensação. Se o arco é sistemático e sempre na mesma direção, o modelo pode ser impresso com uma contracurva predefinida, e a peça chega mais plana antes de qualquer usinagem.
A segunda é a simetria do processo: gates nas duas extremidades, um caminho de resfriamento mais lento e um dispositivo que segure a flange durante o primeiro resfriamento. Nada disso muda o desenho, e juntos podem remover a maior parte do movimento num coletor sadio.
A terceira é a disciplina de sobremetal. Manter 0,5–1,5 mm na flange e cortar após o alívio custa menos do que perseguir uma face bruta perfeita, e mantém a peça na faixa de tolerância sem mudança de projeto.
O que não se corrige sem mudança de projeto é uma parede fina demais para encher ou uma flange cuja restrição exceda qualquer reserva razoável de sobremetal. Essas são decisões de desenho, e pertencem à revisão, não à quarta fundição.
Envie o desenho do coletor e os dados do primeiro artigo para a Neway; diremos se o movimento está dentro do sobremetal ou exige correção do modelo.