A compensação de contração de um modelo de cera impresso é definida escalando o modelo de forma inversa antes da impressão: uma peça que contrai 1,5–2,5 % precisa de um modelo 1,5–2,5 % maior, e depois o primeiro artigo é medido para corrigir o fator. O número não é uma constante única; ele se move com a liga, a seção e a forma como o molde restringe a peça.
Errar aqui é caro de forma silenciosa. Um modelo impresso na cota nominal produz uma peça uniformemente pequena, e o erro só aparece após o primeiro vazamento, quando a flange já está abaixo da linha de usinagem e o modelo precisa ser reimpresso.
A primeira entrada é a contração de solidificação da liga. O aço fundido fica na faixa de 1,5–2,5 % usada pela maioria das fundições, e o valor exato depende da classe e da espessura da seção, não de uma constante de manual válida para tudo.
A segunda entrada é a convenção do desenho. Se o CAD é a peça metálica final, o modelo deve carregar toda a compensação. Se o CAD já é geometria de modelo compensada, aplicar o fator novamente dupla-compensa e produz uma peça grande demais. A RFQ deve informar qual geometria foi enviada.
A terceira entrada é a espessura da seção. Uma flange grossa solidifica devagar e arrasta a parede fina, então a contração efetiva num coletor não é uniforme; um fator único é ponto de partida, não linha de chegada.
O resultado prático é uma escala de modelo acordada entre a fundição e o fornecedor do modelo antes da impressão. Escrever «1,5–2,5 %» no desenho sem dizer se se aplica ao modelo ou à peça fundida é o caminho pelo qual o mesmo número produz duas peças diferentes.
O primeiro artigo é medido em CMM contra o modelo do modelo, e a diferença é convertida de volta em correção de contração. Se a flange medida está 0,4 % pequena, o próximo modelo é impresso 0,4 % maior nas direções afetadas, não por um percentual global.
Uma rodada de correção é normal num coletor de parede fina e canais longos. O primeiro vazamento confirma o enchimento e a alimentação; o segundo confirma a compensação. Projetos que pulam a medição e imprimem um lote de modelos costumam pagar o lote duas vezes.
A correção custa: modelo novo, casca nova e outro lugar de forno. Ainda é mais barato que usinar uma peça sem sobremetal na flange, por isso a medição pertence ao primeiro artigo e não ao terceiro.
Paredes finas se movem por uma segunda razão. Uma parede de 1,0 mm esfria mais rápido que a flange vizinha, e a restrição da flange transforma essa diferença em arqueamento em vez de contração uniforme. O movimento medido na face da flange costuma ser de 0,3–1 mm num coletor de parede fina, e não desaparece quando o fator de contração é corrigido.
A resposta de projeto é sobremetal em vez de um fator melhor: 0,5–1,5 mm de sobremetal de endireitamento na flange, cortado após o alívio de tensões e o novo datum. O plano de usinagem pressupõe esse sobremetal, então o modelo precisa deixá-lo.
Por fim, o registro de compensação pertence à peça. Se uma revisão posterior muda a liga ou a parede, o fator precisa ser restabelecido, porque o movimento medido pertence à combinação antiga e não ao desenho novo.
Envie o CAD com seu status de compensação para a Neway; confirmaremos se a escala se aplica ao modelo ou à peça fundida antes de imprimir o primeiro modelo.