As camadas de casca na fundição de precisão costumam ser de 5 a 8, com espessura total de 6 a 10 mm. O número não é uma receita fixa: segue o tamanho da peça, o material do modelo e a rampa de desceragem, e um coletor de parede fina e canais longos exige o topo da faixa.
A casca tem uma tarefa antes de o metal chegar: sustentar uma cavidade formada por um modelo já removido. Todo o plano de camadas serve a essa tarefa, e um plano copiado de um suporte pequeno vai trincar num coletor.
O primeiro fator é o tamanho e a forma da peça. Uma cavidade grande e esguia precisa de mais camadas, porque a casca deve resistir à pressão ferrostática do metal e às cargas de manuseio. Um coletor com canais de 300 mm e parede de 1,0 mm está na extremidade exigente; um suporte compacto não.
O segundo fator é o modelo. Um modelo de cera impresso dilata diferente de um injetado, e o plano de casca deve ser acordado com o fornecedor do modelo, não presumido. A mesma fundição pode usar 6 camadas para uma rota de modelo e 7 para outra na mesma peça.
O terceiro fator é a desceragem e a queima. Uma rampa lenta — 2 °C por minuto no máximo — protege a casca na desceragem, e uma casca fina demais trinca nos cantos mesmo com rampa lenta. A faixa 5–8 cobre tanto o suporte fino quanto o coletor longo, mas não com o mesmo número.
A regra prática é especificar o número de camadas e a espessura total juntos. Cinco camadas a 6 mm e oito camadas a 10 mm estão ambas dentro da faixa; um desenho que fixa só um número deixa a casca indefinida.
Cada camada precisa secar antes da seguinte, e a verificação é um registro, não uma sensação. Número de camadas, tempo de imersão, tempo de secagem, temperatura e umidade pertencem ao registro da casca; quando uma casca falha, esse registro é o único modo de saber se mudou o plano ou o ambiente.
A secagem depende da estação. Uma casca construída numa semana úmida seca mais devagar que o mesmo plano numa semana seca, e a diferença aparece como camada fraca, não como defeito visível. O registro torna as duas semanas comparáveis.
Cantos e bolsas cegas são os pontos que secam mais devagar. Um canal longo com raio apertado no final retém umidade, e é ali que a trinca começa durante a desceragem. Tempo extra de secagem nesses detalhes custa menos que um vazamento perdido.
A falha clássica é uma trinca na desceragem, causada por uma rampa rápida demais para a espessura de parede. A segunda é um vazamento na fundição, causado por uma casca fina demais para a pressão do metal. A terceira é uma inclusão, causada por uma casca que se desprendeu na cavidade.
As três são evitadas pela mesma disciplina: um plano de camadas que combine com a peça, um registro de secagem que combine com a estação e uma rampa de desceragem que combine com a casca. Nada disso se inspeciona depois na casca, por isso a RFQ deve levar o plano de casca antes de o primeiro modelo ser impresso.
Depois da fundição, a qualidade da casca aparece na pele da peça e no sobremetal de usinagem deixado na flange. Uma pele rugosa e arenosa costuma apontar para um plano de casca nunca acordado, não para o metal.
Envie a rota do modelo e o desenho da peça para a Neway; confirmaremos o plano de camadas e a rampa de desceragem antes de construir a primeira casca.