A inspeção de um coletor fundido libera a peça para usinagem quando quatro coisas se alinham: a pele em bruto não tem defeito reparável, as cotas principais estão dentro de CT5–CT7, o registro térmico está completo e as faces de referência têm sobremetal suficiente para alcançar 0,05–0,10 mm de planicidade após o corte. A rosca é verificada com pelo menos 1,5×D depois da usinagem, não antes.
O portão é uma liberação para a operação seguinte, não uma afirmação de que a peça serve ao cliente. Manter as duas ideias separadas evita que um registro de fundição seja lido como certificação.
A primeira é a pele em bruto. Uniões frias, inclusões de areia e trincas visíveis são critérios de rejeição, porque nenhuma delas sai por usinagem sem mudar a parede. Uma pele apenas rugosa não é rejeição; é uma questão de sobremetal de usinagem.
A segunda é o conjunto de cotas. Espessura da flange, distâncias entre portas, furo do canal e comprimento total são verificados contra CT5–CT7, e o desenho de fundição deve dizer quais cotas são em bruto e quais são usinadas, porque só o primeiro conjunto pertence a este portão.
A terceira é o registro térmico. O alívio de tensões antes da usinagem é normal num coletor, e o registro deve mostrar ciclo, temperatura e dispositivo. Uma peça sem esse registro não é liberada, mesmo quando as cotas passam.
A quarta é o estado das faces de referência. As faces que servirão de posicionamento na usinagem devem ter sobremetal, e esse sobremetal deve bastar para remover o arco em bruto sem cortar a parede. Esse é o sobremetal de 0,5–1,5 mm que o modelo deveria ter deixado.
Um quinto controle está por trás dos quatro: a peça deve ser identificável. Número de fusão, de lote e de peça na folha de liberação são o que permite rastrear a mesma peça depois, quando aparece um problema de usinagem, e uma liberação sem eles é uma liberação para uma peça que não se acha de novo.
A planicidade em bruto não é o critério de aceitação. Um coletor pode chegar com 0,3–1 mm de arco na face da flange e ser liberado mesmo assim, porque o arco está dentro do sobremetal e será cortado.
No portão aceita-se o sobremetal, não a planicidade. A verificação é se o sobremetal mínimo na face de referência continua positivo após remover o arco; uma peça com 0,2 mm a menos num lado da flange não tem material para cortar e vai para sucata, não para usinagem.
Depois da usinagem o número muda. A flange acabada é verificada a 0,05–0,10 mm, e essa verificação pertence à liberação da usinagem, não ao portão de fundição. Misturar as duas é como uma boa peça é rejeitada por um arco que estava previsto.
Não prova aceitação do cliente. O registro é uma liberação do fornecedor; o processo de primeira peça ou PPAP do cliente é outro portão com documentação própria.
Não prova desempenho em bancada ou fadiga. Um coletor que passa na inspeção ainda pode falhar um ciclo de pressão ou térmico, e esses ensaios não fazem parte de uma liberação dimensional.
Não prova certificação de material, salvo se o certificado fizer parte explícita do pedido. Número de fusão e certificado do laminador são documentos separados; o registro de inspeção os referencia, mas não os substitui.
Por fim, não prova a próxima fundição. A liberação vale para as peças inspecionadas, e um lote novo precisa do próprio registro mesmo com modelo e processo inalterados.
Envie o desenho de fundição e os requisitos de inspeção para a Neway; confirmaremos quais características pertencem ao portão de liberação e quais à usinagem.